Petrônio Tavares faz a Greenish ganhar o Brasil
Categoria: SURFE
Fundador Petrônio Tavares com os filhos Timur e Gabriela
Fundador Petrônio Tavares com os filhos Timur e Gabriela
Foto por: Acervo Greenish

,, Eu gosto de onda e é na Taíba onde elas quebram perfeitas, e é por isso que eu moro lá.

Foi em 1992, em um dicionário de papel, que Petrônio Tavares procurou inspiração para o nome da sua primeira marca, a Greenish, que em inglês quer dizer esverdeado. Ao nascer, a marca dele e do irmão, José Rubens Tavares, era de pranchas de surfe, mas rapidamente se tornou uma marca de roupas e atualmente a Greenish é referência no mercado local e nacional. Conversei com ele e a filha, Gabriela Tavares, diretora criativa da marca, sobre como está a vida da família hoje em dia.

 

Petrônio, você surfa há quase 50 anos. Entre o surfe e o velejo, quais são suas modalidades favoritas hoje?

Petrônio: O surfe é desde que tenho 10 anos de idade e eu sou do surfe, é tanto que no wingfoil eu sentia falta do arrasto, daquele barulho da prancha da água… Antes eu só surfava, mas como aqui no Ceará venta muito, o vento virou meu parceirão. Velejar melhorou muito minha qualidade de vida, é mais tempo que eu posso ficar dentro d'água. Agora, eu quero colocar umas alças na minha prancha de kitewave. 

Petrônio surfa nas Ilhas Mentawai, na Indonésia

E além do surfe e do kite, o que mais você pratica no mar?

Petrônio: Meu primeiro contato com a vela foi em 2005 com o Calunga (Aldemir Calunga ), no Cauípe. Antes disso eu já tinha provado o windsurfe com o Kong (Edson Ferreira da Silva), mas não levei muito adiante. Só em 2013 eu voltei pro windsurfe, e em 2021 comecei no wingfoil, lá em Jeri, onde a gente também tem loja.

Petrônio surfa na Taíba, onde mora atualmente

Quais são os seus "picos" favoritos aqui no Ceará para praticar esses esportes?

Petrônio: Surfe é na Taíba e velejo também. Eu gosto de onda e é na Taíba onde elas quebram perfeitas, e é por isso que eu moro lá. Eu tinha esse sonho de morar em frente ao pico, de poder ir surfar sem pegar carro. Eu e meus filhos somos do kitewave, os dois já velejam e gostam de pegar onda também.


Como é a sensação de compartilhar esses momentos na água com seus filhos?

Petrônio: Surfar e velejar com o Timur e a Gabriela é uma alegria muito grande. A gente fica se incentivando, se corrigindo. É massa fazer o downwind do Cumbuco pro Cauípe ou do Pecém até a Taíba, é muito legal ver eles curtindo os mesmos esportes que eu.


 

Gabriela, e para você, como é essa experiência de estar no mar com seu pai?

Gabriela: A gente mora no Ceará e realmente não tinha como não se envolver no kite. As pessoas respeitam muito meu pai no mar, no esporte e na vida. E ele ter incentivado a gente nesses esportes traz muita verdade pra Greenish, que hoje é tocada por mim e meu irmão.

Quais são os seus "picos" favoritos aqui no Ceará para praticar esses esportes?

Petrônio: Surfe é na Taíba e velejo também. Eu gosto de onda e é na Taíba onde elas quebram perfeitas, e é por isso que eu moro lá. Eu tinha esse sonho de morar em frente ao pico, de poder ir surfar sem pegar carro. Eu e meus filhos somos do kitewave, os dois já velejam e gostam de pegar onda também.

O casal de filhos de Sandra e Petrônio atualmente dirigem a marca fundada pelos pais. 

Falando de negócios, a Greenish hoje é a principal fonte de renda e atividade de toda a família?

Petrônio: Sim, vivemos da marca. A Sandra (ex-mulher e mãe dos filhos de Petrônio) cuida do financeiro; a Gabriela está focada na fábrica, o Timur é diretor de operações e eu fico buscando novos picos para as lojas. No final do ano passado abrimos loja em Pipa, no Rio Grande do Norte (RN), e este ano chegamos ao Piauí (PI), onde vamos abrir uma loja Greenish em Barra Grande.

Loja Greenish no arquipélago de Fernando de Noronha

Atualmente, qual é o tamanho da rede de lojas da Greenish?

Petrônio: São 11, a de BG vai ser a décima segunda. Nove são no Ceará: três lojas em Fortaleza, duas em Jeri, uma no Cumbuco, uma em Icaraizinho, uma no Preá, uma no Premium Outlet (Caucaia); uma em Fernando de Noronha (PE), uma na Praia da Pipa (RN), e agora em Barra Grande (PI).

O que a Greenish tem feito na prática para reforçar sua identidade como uma "marca verde" e sustentável?

Gabriela: Nos produtos, temos a linha re-project, que são feitos de materiais reutilizados. A gente preza por ter sempre artigos de tecidos desfibrados, que são feitos de resíduos têxteis coletados de fábricas e transformados em novos tecidos, geralmente com aspectos mais rústicos. 95% da nossa malha de algodão é certificada com o selo BCI, que garante uma produção sustentável. Toda a cadeia respeita o cultivo, a capacidade, o trabalho humano, enfim, o meio ambiente como um todo.

 

Para conhecer mais, visite o site da BCI: https://bettercotton.org/pt/

Levi Lenz veleja no Preá. O atleta cearense é embaixador da Greenish pelo mundo. 

Para encerrar, como a marca se posiciona hoje em relação aos campeonatos e que perfil de atleta vocês buscam?

Gabriela & Petrônio: A gente tá bem fora das competições, nossos atletas hoje são do freesurfe. Para ser um embaixador Greenish, tem que ser uma pessoa que queira se aventurar, conhecer o mundo, se desafiar, estar em contato com a natureza e que genuinamente tenha o desejo de compartilhar isso com o público. Um atleta que tenha vontade de contagiar mais pessoas com tudo isso que a gente acredita: contato com a natureza, bem estar com a saúde, uma vida leve e saudável. Aqui do Ceará, a gente apoia o Levi Lenz, que atualmente vive em Maui, no Havaí.

Foto de Giselle Nuaz

Por: Giselle Nuaz

A jornalista brasileira de esportes radicais Giselle Nuaz gosta de passar tanto tempo na água quanto escrevendo sobre o que acontece acima dela. Quando não está praticando kitesurf, ela viaja, escreve, lê e celebra a vida.
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